Comentários sobre o livro “Literatura, ensino de formação”, de André Cechinel


Um novo regime de percepção (Capítulo 5 do livro Literatura, ensino e formação, de André Cechinel)

por André Cechinel

Qualquer reflexão consequente sobre o declínio do prestígio do ensino de literatura há de se deparar, inevitavelmente, com os impasses hoje constitutivos da área, como a crise do discurso de nação ou do paradigma nacionalista como fio condutor e explicativo para a experiência literária; a perda de centralidade ou da objetividade imediata conferida por um cânone antes autocentrado e agora associado a um processo histórico tanto ideológico quanto estetizante, responsável por excluir do campo das letras diferentes grupos minoritários, como negros e mulheres; a insuficiência e parcialidade das tentativas de definir a literariedade ou literaturidade da literatura a partir de explicações internas, imanentes ou formais, a exemplo daquelas buscadas por círculos hermenêuticos como o formalismo russo, a nova crítica, o estruturalismo, entre outros; a “evaporação” da literatura e de seus artefatos – ao menos tal como concebidos por determinada tradição – como resultado do alargamento conceitual do literário, promovido tanto pelos estudos culturais quanto por uma noção vaga de textualidade, ou, ainda, pela passagem da teoria literária para algo chamado simplesmente de Teoria, com “t” maiúsculo e sem objetos específicos (cf. DURÃO, 2011); por fim, o fato mais óbvio de que no Brasil se lê muito pouco, constatação que certamente se intensifica uma vez eliminados do horizonte da leitura contatos mais fugazes ou fragmentários como aqueles proporcionados por facebook, twitter e tutti quanti. […]

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Debate em torno do livro Literatura, ensino e formação em tempos de teoria (com T maiúsculo)

por Leca Kangussu

Antes de tudo é bom revelar a grande qualidade do livro, a meu ver: a de provocar o prazer da leitura. André Cechinel estabelece a trama entre literatura, ensino (sobretudo o de literatura) e formação através de um vasto espaço cujos extremos são, de um lado, arrebatadoras obras poéticas e, do outro lado, as propostas e determinações burocráticas (aqui ainda sem nenhum aspecto pejorativo) relativas ao ensino da literatura. André percorre a área entre ambas – poesia e regras didáticas – com auxílio luxuoso do tradicional conceito de “formação” e de teorias literárias, com ênfase nas disseminadas nos séculos XX e XXI. No percurso, apresenta os fenômenos encontrados de maneira clara e envolvente, com certa dose de pessimismo temperado com humor, fazendo da escrita um modo de informação capaz de despertar interesse. […]

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UN COMENTARIO AL MARGEN SOBRE TEORÍA CRÍTICA  Y CRÍTICA LITERARIA

por Eduardo Subirats

El libro de André Cechinel Literatura, ensino e formação em tempos de Teoría me ha entusiasmado por varias razones. Es una valiente protesta contra los usos y los abusos de la escolástica que en los departamentos o subdepartamentos de literatura recibe beneplácitamente el nombre supremo de Teoría. Es también una denuncia de la decadencia de la cultura occidental unilateralmente definida por la supremacía militar, financiera, política y, no en último lugar, cultural de los Estados Unidos. Y una contribución a la crítica de la racionalidad instrumental y la producción del espectáculo. Al ensayo de Cechinel lo recorre asimismo una conciencia de la crisis de la literatura como síntoma del ocaso y colapso ético del intelectual y, con él, de las democracias capitalistas. No en último lugar, contiene una información sobre obras y autores de esa Teoría que nunca me habían llamado la atención y sólo conocía a través de la propaganda corporativa que las empaqueta mediáticamente. […]

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CONVERSACION CON ANDRE SOBRE LA DESAPARICION DE LAS HUMANIDADES, LA DEGRADACION DE LA HERMENEUTICA LITERARIA A UNA MAQUINA DE REPRODUCCION DE LOS LOGOS Y LOGISTICAS FABRICADOS EN LOS IGNORANTES DEPARTAMENTOS DE LATINOAMERINISMO AUTOPROCLAMADO GLOBAL

por Diálogos

En tu conferencia del Centro Cultural de Lima, en 2017, “A industria dos papers” y, con mayores argumentos, en tu libro Literatura, ensino e formação em tempos de Teoría críticas abierta y rotundamente lo que en la academia gringa y latinoamericana se ha convertido en un indisputable fetiche: la “teoría”. Este fetichismo lo tomo en el sentido etimológico de la palabra: el fetiche es un falso dios que, asociado con el poder, en este caso el poder derivado de los sistemas de comunicación y control académicamente sancionados, adoptan el carácter de un dios verdadero y su subsiguiente función destructiva: en este caso la eliminación del dialogo entre teoría crítica y teoría literaria, el verdadero enemigo de este sistema decadente y corrupto de la enseñanza de la literatura sancionada por la nueva escolástica estructuralista. ¿Podrías resumirnos las características de ese fetiche-teoría tal como se viene practicando en las desinteligentes rutinas burocráticas de los departamentos literarios, lo mismo en New York University, dónde sufro su arrogante ignorancia, que en Santa Catarina, donde tu eres profesor? […]

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